Império do Brasil

 

Em dezembro de 1822, o príncipe é coroado D. Pedro I, imperador do Brasil. Na hierarquia da nobreza europeia o título de imperador era superior ao de rei. Era o título máximo no Sacro Império Romano-Germânico, dissolvido em 1806, e foi o escolhido por Napoleão, em 1804.

Promulgada a constituição do Império do Brasil. No ano anterior, a Assembleia Constituinte fora dissolvida pelo imperador Pedro I, em seu lugar, homens escolhidos pela Coroa redigiram a constituição. Suas principais características foram a criação do Poder Moderador (exercido pelo imperador e que controlava os demais poderes) e a forma de eleições censitárias, abertas e indiretas.

A insatisfação das províncias de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba com a promulgação da constituição centralizadora de Pedro I leva à criação da Confederação do Equador. Sua principal intenção era a criação de um Estado autônomo. Essa posição, entretanto, não era hegemônica dentre os revoltosos. Foram exatamente as discordâncias internas do grupo (inclusive quanto à abolição da escravidão) que levaram derrocada do movimento. Em poucos meses o movimento foi debelado e vários rebeldes foram condenados à forca.

1826 - Entrou em funcionamento o Parlamento previsto pela Constituição de 1824.

Morre D. João VI e Dom Pedro I torna-se também D. Pedro IV, de Portugal, mas ele abdica em favor de sua filha Dona Maria da Glória, com apenas sete anos de idade. Mais Reis de Portugal

1831 - Enfraquecido por disputas políticas contra a aristocracia rural e os liberais radicais brasileiros descontentes com a sua ligação com os absolutistas portugueses, o Imperador Pedro I abdica do trono do Brasil em favor de seu filho Pedro de Alcântara e voltou para a Europa em abril de 1831.

Pedro II tinha cinco anos ao ser aclamado imperador. Como seu tutor, foi escolhido José Bonifácio de Andrada e Silva, que seria substituído, em 1833, pelo Marquês de Itanhaém, Manoel Inácio de Andrade Souto Maior.

Inicia-se a Regência, com o poder nas mãos dos liberais, que conseguem sanear a economia do País.

Entre 1831 e 1840 o Brasil teve duas regências trinas e duas unificadas, entre os regentes estiveram José Joaquim de Campos (o marquês de Caravelas), Francisco de Lima e Silva, Diogo Antônio Feijó e Pedro de Araújo Lima (futuro marquês de Olinda).

1834 - Ato Adicional, onde os liberais tentaram implantar uma reforma política que diminuísse o centralismo e aumentasse a autonomia do poder local, através de eleições em todas as cidades do país, onde saíram vitoriosos os candidatos liberais.

 

1835

Revolta dos Malês, em Salvador. Grupos de escravos de ganho e negros libertos de influência muçulmana preparam um levante contra a população branca e mulata. Motivada pela posição de inferioridade social dos negros, a Revolta dos Malês foi duramente reprimida pela Guarda Nacional. As punições aos insurretos foram exemplares: penas de morte, trabalhos forçados, degredos e açoites.

Guerra dos Cabanos no Grão-Pará. A falta de representação política no cenário imperial fez com que a população se revoltasse e depusesse o presidente da província. A Guerra dos Cabanos só terminaria após cinco anos de combates e diversas reviravoltas políticas, em 1840.

Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul. Descontentes com a indicação de Antônio Rodrigues Fernandes Braga como Presidente da província do Rio Grande e a pesada tributação imposta à produção e comércio do charque, estancieiros (conhecidos como farrapos) tomariam Porto Alegre e Rio Grande. Liderados por Bento Gonçalves, os revoltosos proclamariam a república Rio-Grandense. A guerra entre as forças imperiais e os farrapos durariam cerca de dez anos. Apenas em 1845 Luís Alves de Lima e Silva (futuro duque de Caxias) conseguiria firmar um acordo de paz que anistiava os revoltosos e os incorporava ao exército imperial. Além disso, o charque importado da Argentina e Uruguai passou a ser taxado em 25% além do nacional. Luís Alves de Lima e Silva seria depois escolhido senador e presidente da província do Rio Grande.

1837 - A renúncia de Feijó marcou o término do breve período liberal e descentralizante e dos planos liberais de contenção ao tráfico de escravos e eliminação da sociedade escravista.

1838 - Eclode no Maranhão a revolta popular conhecida como Balaiada. Controlado o levante, diversos líderes foram executados.

Na Bahia, o médico Francisco Sabino da Rocha Vieira lidera a revolta conhecida como Sabinada, que propunha a separação da Bahia do resto do império enquanto durasse o governo regencial. A revolta duraria cerca de três meses.

1840 - Decretada a maioridade de Dom Pedro II►

1889 - República►

 

Dom Pedro I, em 1830. Litografia de Pierre L. H. Gravedon.

 

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(1822 - 1889)

 

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Desembarque de escravos no Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (ilustração de J.M. Rugendas, 1835). O Cais do Valongo foi o principal ponto de entrada de escravos no Brasil, entre 1811 e 1831. Após o desembarque, os escravos eram colocados em armazéns de mercado de negros, na Rua do Valongo. O vergonhoso tráfico de escravos no Brasil continuou ainda, por muito tempo. Valongo foi aterrado, mas redescoberto nos últimos anos, em escavações arqueológicas, revelando esse passado sombrio.

O Rio de Janeiro é hoje a segunda cidade brasileira com mais afrodescendentes depois de São Paulo.

 

Cena de documentário de Lázaro Faria (2003), sobre as lutas pela Independência na Bahia, em 1822.

 

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