Ditadura Militar

O Regime Militar foi instalado no Brasil através de um golpe de estado, em 31 de março de 1964. Pôs fim ao caos político e econômico do início dos anos '60 e iniciou um período de recuperação econômica. Iniciou, também, um período de alienação cultural da Nação. Um período triste que durou até 1985.

Devemos entender o evento na conjuntura da época. O mundo estava no auge da Guerra Fria. Muitos tinham pavor do comunismo, outros queriam implantá-lo à força. Houve apoio popular, civil e militar para o Golpe, mas, em geral, não havia a percepção de que a ditadura implantada durasse tanto tempo.

Em dois de abril de 1964, o Presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a Presidência da República, por convocação do Congresso Nacional, que anunciou a vacância do cargo. Fica claro aqui a participação civil no Golpe.

Em 15 de abril de 1964, o marechal Humberto de Alencar Castello Branco assumiu a Presidência, por consenso entre os militares, para completar o mandato do presidente João Goulart. Essa escolha foi referendada pelo Congresso. Em 24 de julho de 1966, o mandato de Castello Branco foi prorrogado até 15 de março do ano seguinte.

O governo de Castello Branco promulgou novos atos institucionais, que ampliaram os poderes do Executivo, implementou o bipartidarismo (a ARENA e o MDB), o Plano de Ação Econômica do Governo, para contenção da inflação e crescimento da economia, unificou institutos previdenciários, cassou mandatos e suspendeu direitos políticos.

1967 – Elaborada a sexta Constituição no Brasil. No mesmo ano é instituído o cruzeiro novo como moeda nacional e duas leis são implementadas: A Lei da Imprensa, que restringia a liberdade de expressão e a Lei de Segurança Nacional, que define como crimes atos contra a segurança nacional e a ordem política e nacional.

Em março de 1967, assumiu a Presidência o marechal Arthur da Costa e Silva.

1969 – Governo do general Garrastazu Medici, considerado o período mais brutal da ditadura militar.

Nos anos '70, a censura onipresente resultou numa promoção da música estrangeira, que invadiu as rádios, e o cinema brasileiro transformou-se em uma caricatura de seu passado, com as pornochanchadas.

1974 - O general Ernesto Geisel assumiu a Presidência e iniciou o processo de abertura.

1979 - o general João Baptista de Oliveira Figueiredo assumiu a presidência, com a missão de entregar o governo aos civis.

Nessa época, muitos acreditavam que o Brasil seguia uma fase de milagre econômico, o que gerou uma megalomania nos militares, com projetos de imenso custo. Alguns, como Itaipu, foram importantes. Outros, como a rodovia Transamazônica e a Ferrovia do Aço, tornaram-se símbolos do desperdício.

O que poucos percebiam é que boa parte do "milagre" econômico era financiada com dinheiro emprestado de bancos estrangeiros. O Brasil entrou nos anos '80 com a missão impossível de pagar a dívida externa, que, com o aumento dos juros nos EUA, ficou cada vez maior. Resultado: inflação e paralisação de investimentos, que se transformaram em hiperinflação e caos econômico poucos anos depois. Também, do ponto de vista econômico, os militares deixaram o Brasil pior do que encontraram, apesar do considerável crescimento do PIB.

Nas eleições para governadores, em 1982, os candidatos da oposição, do MDB, saíram vitoriosos nas principais metrópoles brasileiras.

1985 - Redemocratização►

 

 

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O cearense Castello Branco o primeiro presidente militar após o Golpe de '64, cercado com seus generais.

Humberto de Alencar Castello Branco nasceu em Fortaleza, Ceará, em 20 de setembro de 1897, filho do general Cândido Borges Castello Branco.

Integrou o primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial.

Assumiu a presidência da República em 15 de abril de 1964, duas semanas após o Golpe, e promoveu profundas reformas políticas, administrativas e econômicas.

Ficou no governo até 15 de março de 1967 e morreu quatro meses depois em um acidente aéreo no Ceará.

 

 

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