Capitanias Hereditárias

 

As Capitanias Hereditárias foi a primeira tentativa sistemática de colonização do Brasil. O sistema consistia em doação de terras a nobres portugueses para a exploração comercial. Buscava-se também reduzir a pirataria e as invasões de outras nações europeias na América Lusitana.

Esse sistema tomou corpo em 1534 e, até 1536, foram concedidas 14 donatarias, com 50 ou 100 léguas de costa cada uma.

Iniciavam no litoral e terminavam no interior, na linha de Linha de Tordesilhas.

O sistema de capitanias hereditárias apresentou pouca rentabilidade para Portugal, apesar do baixo investimento da Coroa, apenas com a criação do sistema administrativo. De uma forma geral, os donatários tiveram dificuldade para desenvolver atividades produtivas, além dos problemas com os taques de índios e piratas franceses.

Além das primeiras capitanias criadas nos anos 1530, outras capitanias hereditárias foram criadas no século 17, no Estado do Maranhão e Grão-Pará, como a Capitania de Camutá, de Feliciano Coelho de Carvalho, criada em 1635, e a do Cabo do Norte (no Amapá), criada em 1637, doada a Bento Maciel Parente.

De acordo com o relatório do Ouvidor do Maranhão João Antonio da Cruz, de 1751, o Estado do Maranhão e Grão-Pará possuía sete capitanias: três de Sua Majestade (Piauí, Maranhão e Pará) e quatro que pertenciam a donatários (Cumá, Cumatá, Cayté e Ilha Grande de Jonnes e Marajó). Estas quatro capitanias hereditárias foram incorporadas pela Coroa, nesse ano de 1751, mediante indenização.

Brasil no Século 16

 

 

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